A Rua do Relógio, na Arp, será palco de um fim de semana dedicado exclusivamente ao talento feminino na música. Nos dias 7 e 8 de março, sábado e domingo, acontece o Festival Delas, reunindo artistas mulheres em uma programação especial que celebra o Dia Internacional da Mulher. A entrada é gratuita.
A iniciativa é dos estabelecimentos gastronômicos da rua — Casa da Serra Carioca, Feitoria Cozinha, Empório Brew, Drink Deli e Coração Pastéis — que se unem mais uma vez para criar uma programação colaborativa e diferenciada, dessa vez reforçando o compromisso com a valorização feminina na cena cultural local. A Arp é apoiadora do evento.



Fotos: Divulgação
No sábado, 7 de março, sobem ao palco Noelle Cereja, a ex-The Voice Kids Carol Breder, Iris (com tributo a Cássia Eller) e Vivianne Lisboa. Já no domingo, 8, Dia Internacional da Mulher, o público poderá conferir As Meninas do Folia, Talissa com Vai Virar Samba e As Lumiarinas, encerrando o fim de semana com diversidade de estilos e gerações.
A curadoria do festival ficou a cargo da cantora e compositora Vivianne Lisboa (na foto de capa). Com trajetória consolidada na cena musical da Região Serrana, Vivianne é reconhecida pela voz potente e presença de palco marcante. Além da atuação nos palcos, ela também se destaca pelo envolvimento em eventos culturais da cidade, reafirmando seu papel como uma das vozes femininas de destaque na cultura friburguense.
“Participar da curadoria deste festival foi, acima de tudo, um exercício de escuta e reconhecimento. No contexto do Dia Internacional da Mulher, nossa missão foi muito além de apenas selecionar talentos; foi a oportunidade de construir um palco que refletisse a pluralidade, a força e a inovação das mulheres na música”, comenta.
A iniciativa nasce com um significado que ultrapassa o calendário comemorativo e fortalece uma rede de artistas que, historicamente, ainda enfrenta desafios para ocupar espaços de visibilidade.
“O maior desafio, e também o maior privilégio, foi equilibrar gêneros, gerações e vivências, garantindo que o line-up não fosse apenas técnico, mas também emocional. Ver esse mosaico de vozes se unindo para ocupar espaços historicamente restritos é emocionante. Saio dessa experiência com a certeza de que a música feita por mulheres não é um nicho, é a própria base da nossa cultura. Curar este evento foi honrar o legado de quem veio antes e abrir caminho para quem está chegando. É uma celebração do talento, mas, principalmente, da nossa liberdade de criar e ecoar”, finaliza Vivianne.
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